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CONSIDERAÇÕES INICIAIS |
As árvores
valorizam a paisagem urbana, aumentam a biodiversidade, diminuem o efeito da
ilha de calor, diminuem o volume do escoamento superficial e ainda melhoram a
qualidade de vida e o bem-estar dos moradores. Entretanto, o crescimento
desordenado das cidades brasileiras sem a devida preocupação com o meio
ambiente tem diminuído a presença das árvores em diversas áreas urbanas,
ocasionando variados problemas ambientais para a população urbana. Nesse
sentido, confira um breve ponto de vista sobre a importância
da implantação das áreas verdes nas cidades brasileiras.

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A IMPORTÂNCIA DA ARBORIZAÇÃO DO ESPAÇO URBANO |
Entre os diversos
benefícios que as árvores fornecem para a população urbana, Scanavaca Júnior
(2012) destaca a retenção de parte da água pluvial, a redução da poeira em
suspensão, o aumento da evapotranspiração e a melhoria na qualidade de vida.
Ainda segundo Scanavaca Júnior (2012, p. 280) as árvores retêm aproximadamente
70% das águas precipitadas sobre elas. Nessa perspectiva, a presença de áreas
verdes no meio urbano contribui para diminuir o escoamento superficial e
posteriormente os riscos de inundação. Além disso, de acordo com Scanavaca
Júnior (2012, p. 281) ruas bem arborizadas podem reter até 70% da poeira em
suspensão, contribuindo com a melhoria da qualidade do ar.
De acordo com Scanavaca
Júnior (2012, p. 281) o contato com a natureza ajuda na recuperação de doenças,
desestimula a obesidade e melhora o humor. Nesse sentido, as áreas verdes
contribuem diretamente na melhoria da saúde mental e psicológica dos moradores
urbanos.

Quando implantadas
nas calçadas, as árvores fornecem sombra e melhoram o bem-estar dos pedestres,
conforme matéria sobre a importância das calçadas arborizadas publicada em
junho de 2026 (clique aqui para conferir a matéria). Nesse sentido, Rolim,
Carvalho e Silveira (2023, p. 283) afirmam que a presença das árvores
influencia na caminhabilidade, nos aspectos ecológicos, geográficos,
históricos, culturais, sociais, paisagísticos, na oferta de melhor qualidade de
vida e na promoção da socialização de indivíduos em áreas verdes dos espaços
urbanos.
Apesar dos
grandiosos benefícios que as árvores proporcionam à população urbana, segundo Lima,
Pandolfi e Coimbra (2017) um desequilíbrio vem sendo causado pelo crescimento
desordenado das cidades, onde as árvores e qualquer tipo de vegetação são
trocados por vias, ruas e construções. Esse desequilíbrio resultou no aumento
da poluição sonora e visual das cidades, além de prejudicar a qualidade de vida
dos moradores urbanos.
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O CRESCIMENTO DESORDENADO E A ARBORIZAÇÃO URBANA |
O crescimento acerelado e desordenado das cidades brasileiras sem
considerar a importância da arborização das ruas, calçadas e principais áreas
públicas para a população urbana resultou no surgimento de vastas áreas dominadas
pela paisagem edificada. Como por exemplo, uma observação nas imagens de
satélite disponíveis no Google Mapas identificou a presença de um único arbusto
nas calçadas da Rua José Ezequiel da Silva, localizada no Bairro Pinheiro em
Maceió/AL. Já nas calçadas da Rua Est. Paulo Edvaldo Tenório Cavalcante,
localizada no Bairro Verdes Campos em Arapiraca/AL, foi identificado a presença
de apenas dois arbustos em mais de 300,0 m de via residencial. As imagens de
satélite foram coletadas em 20 de agosto de 2026 no Google Mapas e a
identificação dos arbustos foi realizada de forma visual.

Apesar da análise anterior ser realizada em duas ruas específicas, o
mesmo fenômeno pode ser observado em várias outras ruas dessas mesmas cidades,
bem como em diversos outros centros urbanos espalhados em nosso país. Nesse
sentido, a elaboração de projetos de arborização pode ser facilmente aplicada
na abertura de novos espaços urbanos, mas enfrenta muitas dificuldades para ser
implantadas nos centros urbanos já existentes.
Nos centros urbanos já existentes, uma das maiores dificuldades para a
implantação dos projetos de arborização é a limitação de espaço disponível nas
calçadas e vias públicas para o plantio de novas mudas de árvores. Nesse contexto,
uma alternativa mais viável para a arborização dos antigos centros urbanos é a
implantação das chamadas áreas verdes.
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A IMPORTÂNCIA DAS ÁREAS VERDES |
De acordo com Benini e Martin (2010, p. 77) as áreas verdes públicas são
espaços livres de uso comum que apresentam a presença de algum tipo de
vegetação, possuem relevante contribuição ambiental e podem ser utilizados com objetivos
sociais, ecológicos, científicos ou culturais. Nesse sentido, as áreas verdes
são espaços dedicados para a predominância da vegetação e podem ser realizados
em parques, jardins, praças ecológicas, entornos fluviais e áreas de
preservação ambiental. A implantação de uma área verde pode aproveitar espaços
de domínios públicos já existentes, como por exemplo, calçadões, praças e
imóveis públicos de menor valor funcional.

Apesar da importância das áreas verdes, vale destacar que a existência
delas no espaço urbano não substitui a necessidade de implantação de uma
política pública voltada na arborização planejada de calçadas e canteiros de
vias públicas, sempre que possível. Nesse sentido, o ideal é que a arborização
urbana seja fomentada tanto nas áreas verdes, quanto nas calçadas e canteiros
viários.
Enquanto as calçadas e canteiros centrais de vias públicas possuem limitações
espaciais que demandam espécies de árvores mais adequadas, as áreas verdes
disponibilizam uma maior oferta de liberdade de espaço e afastamento de
infraestruturas sensíveis, como redes de abastecimento de gás, água e luz, por
exemplo. Nesse sentido, as áreas verdes permitem o plantio de uma maior
variedade de espécies, inclusive aquelas com raízes mais agressivas, copas de
grande porte e caules com ramificação basal.
Vale destacar que as espécies plantadas nas calçadas não podem ter
raízes agressivas ou superficiais, assim como o porte deve ser adaptado de
acordo com a infraestrutura local, limitando consideravelmente a variedade de
espécies. No entanto, as áreas verdes não possuem essas limitações, permitindo
o plantio de árvores com diferentes tamanhos e dimensões, inclusive de grande
porte. Dessa forma, as áreas verdes contribuem para o aumento da biodiversidade
das áreas urbanas, bem como favorece o desenvolvimento de microclimas locais
com temperatura e condições mais agradáveis que as áreas com paisagem
predominantemente edificadas.

Contudo, como as áreas verdes são espaços de convívio social, a escolha
das espécies ainda deve considerar outras limitações, como por exemplo, quanto à
presença de toxicidade, quanto a queda dos frutos e quanto à adaptação com as
condições locais do solo, do clima e da hidrográfica, por exemplo.
As áreas verdes ajudam a aumentar a capacidade de infiltração de água no
solo urbano, pois nessas áreas, as raízes das árvores percorrem longas distâncias
de solo livre, ajudando a abrir canais e aumentando a porosidade do solo.
A copa das árvores ajuda a reter parte da precipitação pluvial,
contribuindo na diminuição do volume do escoamento superficial. No entanto,
esse fenômeno se torna mais eficaz quando as árvores das áreas verdes atuam de
forma combinada com aquelas distribuídas ao longo de calçadas, canteiros
viários, terrenos públicos e particulares.
Por fim, as áreas verdes são espaços de encontro social que estimulam o
contato entre as pessoas e a natureza, contribuindo na diminuição do estresse e
na melhoria da saúde psicológica. De acordo com uma reportagem de Thais Libni (2023)
ao G1 o contato humano com áreas de paisagens arborizadas ajuda na melhoria do humor
e até no aumento da concentração e criatividade. Nesse sentido, além dos benefícios
ambientais, as áreas verdes ainda contribuem com a melhoria da saúde física e
mental dos habitantes urbanos, principalmente quando combinados com a presença
da arborização nas calçadas e canteiros centrais de vias públicas.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS |
Portanto, as áreas de verdes fornecem diversos benefícios para a
população urbana, tanto na área ambiental, quanto na área da saúde física e
mental. Entre alguns desses benefícios, destaca-se a valorização da paisagem
através da diminuição da poluição sonora e visual, o aumento da biodiversidade
e a melhoria na qualidade de vida e do bem-estar.
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REFERÊNCIAS |
SCANAVACA JÚNIOR, Laerte. Áreas verdes como subsídio ao planejamento
urbano. In: Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (editor). XVI Congresso Brasileiro de Arborização
Urbana. UBERLÂNDIA 2012. Disponível em: <https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/944532
>. Acesso em: 20 ago. 2026.
ROLIM, Fernanda Dantas; CARVALHO, Gabriel Lincoln Lopes; SILVEIRA, José
Augusto Ribeiro da. Arborização urbana: a importância do seu planejamento
diante do contexto atual do processo de expansão urbana territorial. Scientific Journal ANAP, [S. l.], v. 1,
n. 3, 2023. Disponível em: <https://publicacoes.amigosdanatureza.org.br/index.php/anap/article/view/3806>.
Acesso em: 21 ago. 2026.
LIMA, Cesar Ferreira de; PANDOLFI, Marcos Alberto; COIMBRA, Caroline
Cleonice. Arborização urbana: importância para o bem-estar social. In: IV Simpósio de Tecnologia da FATEC
Taquaritinga. v. 4 n. 1, Taquaritinga, 2017. Disponível em:
<https://simtec.fatectq.edu.br/simtec/article/view/264>. Acesso em: 18 ago.
2026.
BENINI, Sandra Medina; MARTIN, Encarnita Salas. Decifrando as áreas
verdes públicas. Formação,
Presidente Prudente, v. 2, n. 17, 2011. DOI: 10.33081/formacao.v2i17.455.
Disponível em: <https://revista.fct.unesp.br/index.php/formacao/article/view/455>.
Acesso em: 21 ago. 2026.
LIBNI, Thais. Presença de árvores ajuda na saúde mental da população, G1, 29 nov. 2023. Disponível em: <https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/cidade-das-arvores/noticia/2023/11/29/presenca-de-arvores-ajuda-na-saude-mental-da-populacao.ghtml>.
Acesso em: 24 ago. 2026.
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Por: Tiágo
Gomes dos Santos. Elaborado em: 26/08/2026. Publicado em: 26/08/2026.
Atualizado em: 26/08/2026. Obrigado pela
sua atenção, qualquer dúvida, falha ou sugestão, deixe seu comentário ou
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